Talvez em virtude dos meus sonhos egoístas, tenha chegado à uma conclusão. Conclusão de que todo aquele terno amor, apático e ordinário do sentimentalismo humano, é apenas uma visão minimalista e medíocre sobre ser o verdadeiro sentido da vida. Seres humanos sujos e ímpios, sempre em busca daquele teatro falso, frases feitas e ensaiadas de sempre, com aquele mesmo vocábulo imundo dizendo eu te amo para todas as pessoas da face da terra... Dizendo isso apenas para que em sua mente vazia, possa talvez penetrar a idéia de que ama alguém, ou simplesmente tem apreço por algo. Uma infâmia nascer e morrer, sem saber como e nem onde iremos parar. Não, não me julguem, não sou tão melódica assim, apenas estou cansada dessa multidão tola e alienada. Queria eu poder ter estado para sempre no ventre de minha mãe, sem conhecer tal verdade do mundo... Queria eu poder ter um estilo doce e suave de escrever, talvez peregrinamente... Mas como? Se tal mundo requer palavras hostis? Se tantas pessoas têm o livre-arbítrio de se expressar, como eu não poderia ter o meu? Como diz minha querida Clarice "Enquanto eu tiver perguntas e não houver resposta, continuarei a escrever", faço das palavras dela, as minhas.
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