quinta-feira, 30 de setembro de 2010

AlieNação

Cheguei a uma conclusão.

Todo esse terno amor, apático e ordinário do sentimentalismo humano é blasfêmia. É apenas uma visão minimalista e medíocre sobre o que venha a ser o verdadeiro sentido da vida. Seres sujos e ímpios, sempre fazendo aquele teatro falso, uma resenha de frases feitas e ensaiadas. Uma incógnita nascer e morrer, sem saber ao menos aonde iremos e se chegaremos a algum lugar. Não sou tão melodramática, a verdade que essa massa de ‘robôs’ alienados me cansaram. Queria eu poder ficar para sempre no ventre da minha mãe, onde somos inocentes e não conhecemos tal verdade do mundo. Queria eu ter um estilo meigo e suave de escrever, mas como poderia se meu mundo requer palavras hostis? A balança do universo pende ora para um lado, ora para o outro. Quero sempre me manter entre os lados, num equilíbrio perfeito.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

No vazio do todo

Há tanto de mim em mim, que temo a descobrir-me mais. Estou dando voltas no destino, caminhando para o findo, porém, caminhando sem rumo. É como se o fim estivesse à minha espera. Hostil talvez, mas muito excitante. Não posso me sustentar apenas com os nortes desarmônicos que me habitam. Eu sou a dança que antecede a tempestade, sou o canto que adormece o inigualável. Repudio-me tantas vezes... Entretanto sempre acabo por voltar a mim mesma, pois em menos de minuto, descubro que me preciso cada vez mais. Tenho em mim uma pequena porção do mundo. Estou cheia de todos e vazia de mim. Às vezes a vida me engole, e o destino me cospe. Porém, há dias em que eu preciso sangrar, para saber que ainda existe vida em mim.