Cheguei a uma conclusão.
Todo esse terno amor, apático e ordinário do sentimentalismo humano é blasfêmia. É apenas uma visão minimalista e medíocre sobre o que venha a ser o verdadeiro sentido da vida. Seres sujos e ímpios, sempre fazendo aquele teatro falso, uma resenha de frases feitas e ensaiadas. Uma incógnita nascer e morrer, sem saber ao menos aonde iremos e se chegaremos a algum lugar. Não sou tão melodramática, a verdade que essa massa de ‘robôs’ alienados me cansaram. Queria eu poder ficar para sempre no ventre da minha mãe, onde somos inocentes e não conhecemos tal verdade do mundo. Queria eu ter um estilo meigo e suave de escrever, mas como poderia se meu mundo requer palavras hostis? A balança do universo pende ora para um lado, ora para o outro. Quero sempre me manter entre os lados, num equilíbrio perfeito.
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