sexta-feira, 21 de maio de 2010

Morte, a prazo!


Hoje, nem seus pais a reconhecem mais.
Seus amigos te chamam de estranha
E seus professores de aberração.
Daquela inocente criatura que te habitava,
Hoje, apenas o seu mundo de luxúria prevalece.
Com seu cigarro na mão, e uma mini-saia, sai.
Faz um tour pela cidade, em busca de alguns tostões para se drogar.
Agora, lhe pergunto...
Está feliz com sua heroína? Envenene-se com ela!
Está feliz com seu cérebro torrado pelas pedras? Afunde-se com elas!
Não procure obter ajuda, esqueça. O mundo não dá mais para você.
É tarde, seus pais se foram,
E os seus amigos lhe viraram as costas.
E agora? Esqueça. O mundo não dá mais para você.
Nem mesmo os alcoices te aceitam mais. Esqueça. O mundo não dá mais para você.
Seu corpo já não é mais o mesmo, seus olhos parecem corpos dentro do formol.
Suas cicatrizes estão à mostra.
Tudo parecia tão tentador, o mundo parecia tão atraente, não é mesmo?
E agora as larvas comem seu corpo, como se fosse nula.
Sua irmã chora na sua lápide,
E o seu irmão lamenta por ter ido tarde.
E agora? Esqueça.
Nem a morte lhe quer por perto.

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